As Vingadoras
Em 10 de maio de 1959, a primeira partida de futebol feminino do Atletico acontecia. O país proibia competições oficiais entre mulheres, por tanto o jogo festivo entre Atlético-MG e América-MG no Horto chamava a atenção do público, com atletas chegando de avião e tudo. A ideia foi do então presidente do Araguari, Ney Montes que decidiu fazer uma peneira no Triângulo Mineiro, e chegar a atenção para os eventos. Com públicos de mais de 20 mil pessoas, a ideia de certo, porém, quando as atletas planejavam seus documentos para ir a uma excursão ao México, o Conselho Nacional de Desportos e o Ministério da Educação e Cultura vetaram a viagem e encerraram as atividades da equipe, proibindo-as inclusive de fazer seus jogos festivos.
Em 1983, a equipe funda oficialmente uma equipe para participar da edição do Campeonato Mineiro que qualificava o campeão para a antiga Taça Brasil. Entre indas e vindas, foi retomado em 2019 atendendo às exigências da CBF.
Somente em 2005, o futebol feminino mineiro passou a ser consistente, dando oportunidade para que os time locais desenvolvessem suas equipes. Com isso, as Vingadoras retornam ao estadual, sendo 3ᵒ lugar no primeiro ano e campeãs no ano segundo. Entre 2009 e 2012, uma hegemonia mineira, 4 títulos estaduais.
Assim como alguns outros clubes como Santos e Cruzeiro, o Atlético-MG encerra suas atividades no futebol feminino por volta de 2013, e retoma com a exigência da Confederação Brasileira de Futebol que obriga clubes da Campeonato Brasileiro de futebol - Série A a terem equipes femininas.
Pioneiras do esporte proibido: histórias do início do futebol feminino no Brasil
Em 1958, enquanto o Brasil conquistava sua primeira Copa do Mundo com Pelé e Garrincha, um marco pouco conhecido acontecia em Araguari: surgia um dos primeiros times de futebol feminino do país. A iniciativa nasceu como um jogo beneficente para salvar uma escola local. A ideia deu tão certo que o time passou a se apresentar em várias cidades, atraindo grandes públicos e ganhando destaque na mídia. Jovens entre 15 e 16 anos encantavam torcedores com habilidade e carisma, viajando por cidades como Uberlândia, Belo Horizonte e Salvador. Apesar do sucesso, enfrentaram forte preconceito social — principalmente por desafiar padrões da época sobre o comportamento feminino — e, em 1959, tudo foi interrompido por uma proibição oficial baseada no decreto de 1941 do Conselho Nacional de Desportos, que vetava mulheres em esportes considerados "incompatíveis". O time acabou, e o futebol feminino no Brasil só voltaria a ganhar espaço décadas depois, nos anos 1970. Ainda assim, essas jogadoras ficaram marcadas como pioneiras.

Envolvimento do Clube
O Atlético Mineiro teve um envolvimento simbólico, mas importante na história das pioneiras do futebol feminino de Araguari. Em 1959, durante uma partida no Estádio Independência, as jogadoras participaram de um jogo preliminar e parte do time vestiu a camisa do clube. Essa participação ajudou a dar visibilidade ao futebol feminino na época, mostrando que, mesmo diante de preconceitos, as mulheres já atraíam grande público e espaço em eventos importantes do esporte.
Por que as "Vingadoras"?
O time feminino do Atlético Mineiro é apelidado de Vingadoras como uma extensão direta da identidade do clube, conhecido como "Galo", e seu mascote, o Vingador. O termo reforça a garra, a intensidade e o espírito de luta alvinegro, buscando identidade com a torcida e representando força no cenário nacional.
- Origem: O nome oficializa a conexão com o mascote oficial do Atlético-MG, "o Vingador".
- Identidade e Garra: A alcunha foi adotada para transmitir a imagem de uma equipe combativa, intensa e com o "DNA do Galo".
- Uso Consolidado: O termo é utilizado tanto pelo clube quanto pela torcida e imprensa para se referir às jogadoras, especialmente em momentos de retomada e força, como o retorno à elite do futebol feminino.
- Identificação: A equipe, carinhosamente chamada de Vingadoras, busca criar um vínculo forte com a torcida atleticana.
As principais Torcidas Organizadas:
Universo Feminino Alvinegro (UFA)

Fúria Alvinegra Feminina

Atleticanáticas

Ultimas Notícias
Retorno à elite do futebol feminino
O Atlético Mineiro feminino voltou a disputar a Série A1 do Brasileirão Feminino 2026, a principal divisão do país. A estreia foi contra o Corinthians, atual campeão.
Estreia com derrota no Brasileirão
Na primeira rodada, as Vingadoras perderam para o Corinthians por 1 a 0, começando a competição com resultado negativo.
10 reforços para a temporada
O clube anunciou 10 novas jogadoras para fortalecer o elenco em 2026, mostrando uma reformulação importante no time.
Permanecer na Série A1
A diretoria deixou claro que a meta principal em 2026 é se manter na elite após o acesso, além de evoluir o nível competitivo do elenco.
Retorno da base feminina (Sub-20)
Após dois anos sem categorias de base, o Atlético reativou o time feminino sub-20, com seletivas e planejamento para desenvolver novas atletas.
Possível estádio próprio para o feminino
O clube estuda construir um estádio próprio para o futebol feminino na Vila Olímpica, além de usar locais como Sesc Venda Nova e Arena MRV.
Reformulação geral do elenco
Além das contratações, houve renovações importantes de jogadoras-chave (como Maike, Bárbara e Amália), garantindo base para o projeto até 2026/2027.